Um dia por semana sem carros poupa 3% a 5% de combustíveis em meio urbano

No Dia Mundial Sem Carros, que se comemora esta quinta-feira 22 de setembro, a associação ambientalista ZERO revelou os dados de um estudo que...

No Dia Mundial Sem Carros, que se comemora esta quinta-feira 22 de setembro, a associação ambientalista ZERO revelou os dados de um estudo que mostra que um dia por semana sem a utilização de automóveis pode traduzir-se numa poupança entre 3 a 5% de combustíveis em meios urbanos.

O estudo europeu, realizado no âmbito da Campanha Cidades Limpas, que incidiu sobre as cidades de Bruxelas, Barcelona, Londres, Paris e Varsóvia revela que 62% dos cidadãos apoiam a ideia e são ainda favoráveis ao uso exclusivo das ruas da cidade para pessoas a pé, de bicicleta ou por modos suaves de mobilidade. Mostra ainda que esta medida teria mais impacto do que trabalhar a partir de casa três dias por semana.

O estudo agora publicado revela que um único dia semanal sem carros nas principais cidades europeias poderá poupar entre 541 e 945 mil barris de petróleo em cada dia em que é implementado (dependendo do dia da semana) – ou seja, o equivalente a 3 a 5% de todo o consumo de gasóleo e gasolina em meio urbano na Europa (que representa cerca de 23% das emissões e uso de energia), ou o equivalente a cerca de 40% de todo o consumo anual de petróleo em Portugal ou o consumo inteiro de petróleo de países como a Estónia, Letónia e Lituânia.

“A ZERO acredita que os dias sem carros, uma medida aliás recomendada pela Agência Internacional de Energia para fazer reduzir a dependência de petróleo, são uma forma fácil de reduzir rápida e com expressão o consumo de gasóleo e gasolina em meio urbano em Portugal. Trata-se de uma medida que não obriga a novas infra-estruturas, a regulamentos complexos ou a despesa de monta, e que tem lugar geralmente num período de tempo e área geográfica claramente definidos, tais como ao domingo e no centro das cidades ou em determinados bairros ou ruas, ou em ambos. Os dias sem carros permitem uma melhoria no ar que respiramos, cuja fraca qualidade mata 6.000 portugueses todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde”, acrescenta o comunicado da ZERO.

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