Ultrapassagens na F1 aumentaram 30 por cento este ano

A Red Bull pode ter sido a força dominadora na Fórmula 1 esta época, assim como o seu piloto Max Verstappen. Sem embargo, os novos regulamentos parece...

A Red Bull pode ter sido a força dominadora na Fórmula 1 esta época, assim como o seu piloto Max Verstappen. Sem embargo, os novos regulamentos parecem ter surtido efeito no objetivo de criar mais oportunidades de ultrapassagens – uma vez que estas registaram, de facto, um aumento expressivo face a 2021.

Segundo a Pirelli, fornecedora exclusiva de pneus, no ano passado existiram 599 ultrapassagens, enquanto em 2022 se registaram 785 – o número de corridas foi o mesmo e foram contabilizadas apenas verdadeiras manobras de ultrapassagem.

Mario Isola, diretor do fabricante milanês, afirmou citado pelo site Motorsport.com: ‘Infelizmente, é difícil ter uma estatística se se ultrapassam um ao outro duas ou três vezes numa volta, como em Jidá ou em algumas outras corridas. Mas, depois, na reta principal, eles estão na mesma posição, não tens isto porque é demasiado difícil. São só ultrapassagens reais. Acredito que é um número muito bom, mais 30 por cento, considerando que é informado por factos, pelo que não é exagerado. É um ponto muito bom’.

O responsável rejeitou que os créditos sejam todos atribuídos aos novos pneus: ‘Não é apenas o pneu, é o conjunto que está a funcionar bem, isso foi parte da conceção do conjunto. O facto de quando eles se seguem uns aos outros perdferem menos carga aerodinâmica obviamente ajuda o pneu, porque não deslizam mais, deslizam menos e não sobreaquecem. Decidimos introduzir esta nova família de compostos que sobreaquece muito menos e tem alguma degradação. Mas os pilotos com degradação térmica podem atacar, porque no passado se queixavam quando estavam a seguir outro carro e a atacar, eles começavam a perder aderência e a deslizar, e é óbvio que não era possível atacar outra vez’.

Para além do número de ultrapassagens, Isola ficou ainda encorajado com a competitividade no «meio do pelotão»: ‘Eles estavam a lutar dois, três carros juntos, a ultrapassarem-se uns aos outros, a tentarem usar qualquer possibilidade ou qualquer erro do adversário para ultrapassar e atacar não numa curva, mas em três, quatro, cinco voltas. Essa foi a maior diferença que vi este ano comparando com o anterior. Não foi fácil fazer isso. Foi possível por causa dos novos carros, não só por causa dos pneus. Mas os pneus também ajudaram a alcançar isso, portanto estou muito contente’.

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