AutoGear
Redes Sociais

Sabe como é medida a autonomia de um automóvel elétrico?

A autonomia de um automóvel elétrico é um tema muito debatido. Os números oficiais dos fabricantes de automóveis baseiam-se num ciclo normaliz...

A autonomia de um automóvel elétrico é um tema muito debatido. Os números oficiais dos fabricantes de automóveis baseiam-se num ciclo normalizado que é o mesmo para todos, tal como para automóveis com motores de combustão. 

A autonomia prática dos automóveis elétricos ou o consumo de combustível de um automóvel depende de uma vasta gama de fatores surpreendentemente variáveis. Os fabricantes de automóveis são obrigados a comunicar a autonomia de automóveis elétricos ou o consumo de combustível dos automóveis com motores de combustão interna de acordo com um ciclo padrão.

No passado, este era o ciclo NEDC, e atualmente, é utilizado o ciclo WLTP ou WLTC (a norma WLTP inclui o ciclo RDE em situações de condução reais, para além do ciclo WLTC realizado em laboratório).

O novo ciclo foi introduzido, principalmente, para fazer com que a autonomia reivindicada ou os valores de consumo de combustível reflitam melhor a realidade que os condutores são capazes de alcançar. O WLTP utiliza assim velocidades mais elevadas (até 135 km/h e uma velocidade média global superior), é mais dinâmico e tem mais em conta o peso real do veículo, bem como outros elementos.

Desta forma, o ciclo WLTP (Worldwide Harmonised Light Vehicles Test Procedures) é um conjunto de procedimentos de ensaio utilizados para homologar veículos. Consiste num teste WLTC (Worldwide Harmonised Light-duty Vehicle Test Cycle) de laboratório e num teste prático de condução conhecido como RDE.

O teste WLTC dura 30 minutos, durante os quais o veículo é conduzido sobre rolos durante um total de 23 quilómetros a uma velocidade média de 47 km/h. O ciclo tem quatro fases de intensidade, que vão da mais baixa à mais alta, e em que o veículo excede uma velocidade de 130 km/h, tudo isto a uma temperatura de 14°C.

A necessidade de o veículo estar parado também é tida em conta, pelo que este passa 13% do teste, ou pouco mais de três minutos, em repouso. Além disso, o WLTP tem em conta o equipamento adicional do automóvel, para o qual o construtor deve testar o consumo e a autonomia ou recalculá-los da forma definida. O teste WLTP é realizado com o ar condicionado desligado.

O ciclo de testes WLTC continua, no entanto, a ser um exercício laboratorial, de forma a assegurar que os números comunicados são comparáveis. Isto permite comparar números de autonomia ou de consumo não só entre modelos do mesmo fabricante de automóveis, mas também entre automóveis de marcas diferentes. É altamente provável que, ao comparar dois modelos, um automóvel com uma autonomia WLTP mais elevada tenha, também, na prática, uma autonomia superior.

Dito isto, os dados sobre o consumo de combustível e a autonomia comunicados pelos fabricantes de automóveis e observados no ciclo padrão diferem dos dados obtidos na prática. "As razões para os desvios podem basicamente ser agrupadas em quatro categorias. A primeira é a física do automóvel, ou seja, a aerodinâmica, o peso e a resistência ao rolamento; a segunda são as condições ambientais, ou seja, o clima e a temperatura exterior; o estilo de condução do condutor também é importante e, claro, o perfil da estrada, que muitas vezes pode ser mais exigente na prática do que a pista de ensaio", diz Jan Beneš, especialista em ciclos de ensaio de clientes da Skoda. "Em geral, a condução suave e antecipada, sem acelerações rápidas, em tempo quente, sem vento e numa estrada plana com um automóvel sem carga resulta num menor consumo de combustível e numa maior autonomia", acrescentou Jan Beneš.

Para ficar a conhecer, de uma forma resumida, como diferentes fatores afetam a autonomia de um automóvel elétrico, a Skoda criou uma calculadora inteligente de autonomia, que permite um conjunto de dados para ficar a saber a autonomia das diferentes versões do Enyaq iV, incluindo a variante Coupé.

Etiquetas:
Artigos Relacionados
SportTV Halfpage