Qashqai vai ser o primeiro modelo europeu da Nissan com motorização e-Power

A Nissan revelou que vai introduzir a motorização e-Power na gama Qashqai já no final deste verão, tornando o crossover, no primeiro modelo na...

A Nissan revelou que vai introduzir a motorização e-Power na gama Qashqai já no final deste verão, tornando o crossover, no primeiro modelo na Europa a ser equipado com o inovador sistema de motorização da marca nipónica.

“A introdução do inovador sistema e-Power no novo Qashqai traz mais do espírito pioneiro da Nissan ao segmento crossover. Os clientes vão adorar a sensação de conduzir um veículo elétrico, mas sem a preocupação de recarregar. E o e-Power representa um marco significativo na estratégia de eletrificação da Nissan”, afirmou em comunicado, Guillaume Cartier, presidente da região AMIEO da Nissan.

Recorde-se que o sistema e-Power é composto por uma bateria de alta potência que é complementada por um motor a gasolina de 1,5 litros turbo-comprimido com 156 cv de potência, com três cilindros e uma taxa de compressão variável; um gerador de energia, inversor e motor elétrico de 140kW de tamanho e potência semelhantes ao que encontramos nos automóveis elétricos da Nissan.

O motor a gasolina gera eletricidade, que é transmitida através do inversor para a bateria, para o motor elétrico ou ambos, de acordo com o cenário de condução.

Desta forma, o que distingue esta motorização é que o motor elétrico é a única fonte de energia para as rodas, pelo que a resposta do automóvel é instantânea e linear. Isto representa uma alternativa apelativa aos híbridos tradicionais em que os condutores têm de aceitar as deficiências inerentes à experiência de condução.

Em contraste, o novo sistema e-Power do Qashqai foi concebido para proporcionar uma experiência de condução agradável, sem esforço e suave, típica de um automóvel elétrico puro, mas sem necessidade de parar para recarregar.

Para satisfazer as exigências dos consumidores europeus e a sua mobilidade diária tipicamente urbana ou suburbana, a tecnologia e-Power foi significativamente atualizada para o novo Qashqai. Enquanto a aplicação no Nissan Note é baseada num motor a gasolina de três cilindros com 1,2 litros de capacidade (com 80cv) para carregar a bateria e num motor elétrico de 95kW (127cv), para a Europa a Nissan desenvolveu uma profunda evolução da tecnologia, com base num motor a gasolina de taxa de compressão variável com 1,5 litros (156cv), o que permite alimentar a bateria e um motor elétrico com uma potência final de 140kW (188cv), e um binário de 300 Nm.

A vantagem do sistema e-Power é que, graças à taxa de compressão variável, o motor a combustão funciona sempre dentro da sua gama ideal, conduzindo a uma maior eficiência de combustível e a uma menor emissão de CO2 em comparação com um motor de combustão interna tradicional, bem como a uma condução mais refinada graças à redução do ruído do motor. Para além disso, a vantagem adicional é o impacto mínimo que este sistema de monitorização tem na qualidade do ar urbano.

Para maximizar o desempenho, em situações de alta aceleração ou alta velocidade, a unidade de controlo de gestão de energia dentro do sistema e-Power pode enviar a energia gerada pelo motor de 1,5 litros diretamente para o motor elétrico, através do inversor, para reforçar a alimentação elétrica proveniente da bateria. Em desaceleração e travagem, a energia cinética é recapturada e canalizada de volta para a bateria para otimizar a eficiência.

À semelhança do LEAF, o novo Qashqai e-Power beneficia de uma experiência de condução e-Pedal. Projetado para tirar a tarefa repetitiva da condução urbana stop-start, onde o condutor está frequentemente a mover o pé entre o acelerador e o travão, o e-Pedal permite que os condutores acelerem e travem usando apenas o acelerador.

O sistema deve primeiro ser ativado pelo interruptor da consola central e uma vez ligado, o acelerador proporciona aceleração como habitualmente, mas com a libertação do acelerador, o e-Pedal travará o Qashqai a 0,2g, o suficiente para acender as luzes do travão e reduzir a velocidade, mas não até uma paragem completa. Isto garante que as manobras de estacionamento de baixa velocidade são o mais suaves possível.

Os condutores beneficiarão das atuações sobre o pedal acelerador para manter um progresso suave, garantindo que a condução urbana é mais intuitiva e menos exigente.

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