FIA aprovou regulamentos dos próximos motores de Fórmula 1 – saiba os detalhes

Estão finalmente aprovados os regulamentos da próxima geração de unidades motrizes na Fórmula 1, que chegarão em 2026. O Conselho Mundial da FIA deu «...

Estão finalmente aprovados os regulamentos da próxima geração de unidades motrizes na Fórmula 1, que chegarão em 2026. O Conselho Mundial da FIA deu «luz verde» ao conjunto regulamentar esta terça-feira.

No seguimento de um vasto trabalho de pesquisa e desenvolvimento da entidade federativa, com a colaboração dos atuais e potenciais construtores de motores da F1, chegou-se a este enquadramento de regras técnicas, desportivas e financeiras.

Em traços gerais, o motor de combustão interna continuará a ser o mesmo 1,6 litros, mas os seus elementos inferiores (bloco motor, cambota, hastes de ligação, bombas e auxiliares serão mais padronizados. Já a parte superior, que se foca na combustão e componentes associados, terá maior liberdade de desenvolvimento do sistema de combustão para a nova gasolina.

A MGU-H desaparecerá, os volumes gerais regulares da unidade motriz serão definidos com maior precisão e haverá uma maior padronização de componentes em elementos como os injetores, sensores de binário, temperatura e pressão ou bobinas de ignição. Quanto aos materiais a usar na construção foram mais limitados, de forma a excluir diversas opções muito caras.

Ao nível do ERS, a potência subirá para os 350kW, com regras orientadas a aumentar a relevância das células para a indústria automóvel. Mesmo sendo uma área de desenvolvimento, o fornecimento das mesmas terá cláusulas de não exclusividade para impedir uma escalada de custos.

O tempo de desenvolvimento das unidades motrizes irá diminuir gradualmente entre 2023 e 2030: este ano serão 300 horas para o motor de combustão interna e 200 horas para o ERS, entre 2023 e 2025 serão 5.400 horas e 3.400 horas ao longo dos três anos, respetivamente. Em 2026, os fabricantes terão acesso a 700 horas de desenvolvimento do motor e 500 horas do ERS. Já entre 2027 e 230, serão 400 horas para cada.

Quanto ao uso de componentes ao longo de uma época, cada piloto poderá ter três motores de combustão interna, turbo e sistema de escape, e apenas duas unidade de armazenamento de energia e MGU-K. No que concerne ao número de bancos de ensaios de unidades motrizes que podem ser usados serão três dinamómetros de cilindro único, três dinamómetros de unidade motriz, dois bancos de ensaios de ERS, um dinamómetro de cadeia cinemática e outro para o monolugar completo.

Está igualmente definido um teto de custos de 95 milhões de euros para os anos 2022 a 2025 e de 130 milhões de dólares a partir de 2026. De fora desse limite, para os construtores de motores, estão atividades de marketing e ativos históricos, impostos, atividades financeiras ou legais, custos de saúde e segurança, atividades não relacionadas à unidade motriz, aquelas ligadas à atual geração de conjuntos propulsores, para além do fabrico e assistência às equipas clientes.

Uma administração dedicada estará encarregue de administrar e monitorizar o cumprimento das regras financeiras para as unidades motrizes, havendo penalizações previstas: dedução de pontos no campeonato para equipas e/ou pilotos e penalizações financeiras, assim como materiais.

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