Diretor de estratégia da Ferrari não pode continuar, defende Cesare Fiorio

A Ferrari já cometeu, na época de 2022 da Fórmula 1, mais do que um erro estratégico custando pontos importantes – em particular com Charles Leclerc n...

A Ferrari já cometeu, na época de 2022 da Fórmula 1, mais do que um erro estratégico custando pontos importantes – em particular com Charles Leclerc nos GP do Mónaco, da Grã-Bretanha e da Hungria. Para Cesare Fiorio, que foi chefe de equipa nos anos 1990, o atual diretor de estratégia em corrida, Iñaki Rueda, não pode contratar no cargo.

O antigo diretor disse à publicação Autosprint que esperava que o presidente executivo da Ferrari, John Elkann, interviesse – sendo que quanto ao chefe de equipa, Mattia Binotto, lhe atribui o mérito do monolugar competitivo que o F1-75 se está a revelar: ‘Certamente esperava uma intervenção por John Elkann depois de Budapeste. Infelizmente, os erros têm sido vários. O carro de 2022 é muito competitivo e conseguem ver que a equipa fez progresso comparando com os últimos dois anos. O crédito disso tem de ser dado a Binotto, que sempre foi muito habilidoso no lado técnico e está a liderar os engenheiros para construir uma máquina vencedora’.

No entender de Fiorio, quem tem mesmo de sair da Ferrari é Rueda: ‘Binotto precisa de ficar no cargo, mas não Rueda. Ele nunca influenciou positivamente as diferentes equipas pelas quais trabalhou’.
E a histórica figura da Ferrari não tem dúvidas de que o departamento de estratégia da Scuderia não está a funcionar corretamente: ‘As estratégias modernas são baseadas em modelos matemáticos muito avançados e complexos, que, infelizmente, já não correspondem a intuições pessoais. Na corrida, por vezes tens poucos segundos nos quais as decisões têm de ser tomadas. Não tens tempo para analisar dezenas de modelos, gerir computadores e comunicar remotamente. Significa que falta agora à Ferrari esta intuição pessoal’.

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