Carlos Sainz lamenta aumento do peso mínimo dos carros elétricos no Dakar

A Audi foi o primeiro grande construtor a entrar no Dakar com um projeto elétrico na categoria principal, estando a apresentar progressos agora que se...

A Audi foi o primeiro grande construtor a entrar no Dakar com um projeto elétrico na categoria principal, estando a apresentar progressos agora que se aproxima da sua segunda participação. No entanto, não terá tarefa fácil para ser bem-sucedida, uma vez que as regras atualizadas impõem um peso mínimo de 2.100kg (100kg maior) para os carros elétricos como o RS Q e-tron E2. Algo que não agradou muito a Carlos Sainz.

O veterano espanhol começou por afirmar, citado pelo Motorsport.com, que na estreia do projeto a questão do peso foi um grande desafio: ‘No ano passado tínhamos um peso mínimo de 2.000kg. É óbvio que estávamos muito acima do peso porque era a nossa primeira tentativa com esta nova tecnologia. Esta nova tecnologia é fantástica, mas é óbvio que não é fácil ter um carro de duas toneladas ou 2.000kg com um conjunto de baterias e com três motores elétricos como temos. No ano passado estávamos bastante acima do peso’.

Após o trabalho da Audi no sentido de reduzir o peso, as regras ditam que tem de ter um peso superior ao dos carros a combustão e com menos potência, algo que mereceu o reparo de Sainz: ‘Este ano a equipa fez um trabalho fantástico, mas temos a surpresa da nova regra que chega aos carros elétricos. Em vez de 2.000kg são 2.100kg, pelo que em qualquer caso este ano teremos um carro 100kg mais pesado do que os nossos adversários e vamos ter um pouco menos de potência. Isso é algo difícil de compreender’.

O quatro vezes vencedor do Dakar não falou em críticas, mas admitiu que ficou surpreendido pela negativa com as regras: ‘Não gosto de criar polémica. Não gosto de entrar em detalhes, mas direi que me surpreendi por as regras não ajudarem alguém como a Audi que teve a coragem de tentar entrar neste tipo de carros sustentáveis. Fazes isso e descobres que as regras não te favorecem. Isto é algo que diria que me surpreendeu’.

Etiquetas:
Artigos Relacionados